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Edimar Pinheiro, Advogado
Edimar Pinheiro
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Respeito e compreendo a opinião de muitos que entendem que advogado é um profissional liberal e pode trabalhar de maneira autônoma. Mas se todos os profissionais da área agissem dessa forma, o que seriam de muitos escritórios? Onde arrumariam associados/funcionários?
Ainda mais atualmente em que vivemos na era do empreendedorismo, onde qualquer um pode ser chefe de si próprio, o que se comprova com a proliferação de venda de material, cursos, etc. de como empreender na advocacia, o famigerado "coaching" e por aí vai.
Creio que temos que ter em mente que há pessoas que simplesmente preferem ser empregados, por variados motivos, seja desde apenas não querer ter a responsabilidade de administrar um negócio, medo de empreender ou, inclusive, meramente não ter aptidão para tanto. Se não tivermos pessoas assim, não temos meios de produção, ao menos, da maneira que nosso capitalismo funciona em nossos tempos.
Isso torna um advogado menos profissional do direito do que aquele que resolver seguir por conta própria? Acredito que não.
Temos que levar em conta outros fatores ainda, como situações familiares e financeiras que não permitem empreender, esperar o tempo necessário para que o trabalho lhe dê o retorno necessário.
A atitude tomada pelo nosso colega, na foto, pode tanto ter sido uma obtusão em empreender, tendo todas as condições para isso, mas também pode ser um ato de desespero, pois algum parente muito próximo está passando por um tratamento de alto custo e que não pode esperar.
Não vou ficar entrando em detalhes aqui, pois meu comentário já ficou longo.
mas, só para finalizar, esse ano resolvi empreender, depois de 10 anos, começar a trilhar meu próprio e caminho e, estando agora do outro lado, venho tendo cada vez mais certeza que somos os principais responsáveis pelo sucateamento da advocacia, pois a maioria vê os colegas de profissão apenas como concorrentes, quando poderiam visualizá-los como parceiros. Somos uma classe completamente desunida.
A cena é realmente lamentável, mas será que não temos responsabilidade por este tipo de situação ocorrer? Realmente cabe a nós julgarmos o colega, sem ter real noção de toda sua história?
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